DST
1- Aids
Síndrome (uma variedade de sintomas e manifestações) causado pela infecção crônica do organismo humano pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus).
O vírus compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar sua tarefa adequadamente, que é a de protegê-lo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus, parasitas e mesmo por celulas cancerígenas).
Com a progressiva lesão do sistema imunológico o organismo humano se torna cada vez mais suscetível a determinadas infecções e tumores, conhecidas como doenças oportunísticas, que acabam por levar o doente à morte.
A fase aguda (após 1 a 4 semanas da exposição e contaminação) da infecção manifesta-se em geral como um quadro gripal (febre, mal estar e dores no corpo) que pode estar acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo e adenopatia (íngua) generalizada (em diferentes locais do organismo). A fase aguda dura, em geral, de 1 a 2 semanas e pode ser confundida com outras viroses (gripe, mononucleose etc) bem como pode também passar desapercebida.
Os sintomas da fase aguda são portanto inespecíficos e comuns a várias doenças, não permitindo por si só o diagnóstico de infecção pelo HIV, o qual somente pode ser confirmado pelo teste anti-HIV, o qual deve ser feito após 90 dias (3 meses) da data da exposição ou provável contaminação.
Complicações/Consequências: Doenças oportunísticas, como a tuberculose miliar e determinadas pneumonias, alguns tipos de tumores, como certos linfomas e o Sarcoma de Kaposi. Distúrbios neurológicos.
A transmissão é feita através do sangue e líquidos grosseiramente contaminados por sangue, sêmem, secreções vaginais e leite materno. Pode ocorrer transmissão no sexo vaginal, oral e anal.
Na transmissão pelo sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados).
Os beijos sociais (beijo seco, de boca fechada) são seguros (risco zero) quanto a transmissão do vírus, mesmo que uma das pessoas seja portadora do HIV. O mesmo se pode dizer de apertos de mão e abraços.
Os beijos de boca aberta são considerados de baixo risco quanto a uma possível transmissão do HIV.
O período de incubação é de 3 a 10 (ou mais) anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS.
Pode ser diagnosticado através de exames realizados no sangue do(a) paciente.
Para o tratamento existem drogas que inibem a replicação do HIV, que devem ser usadas associadas, mas ainda não se pode falar em cura da AIDS.
As doenças oportunísticas são, em sua maioria tratáveis, mas há necessidade de uso contínuo de medicações para o controle dessas manifestações.
Para prevenir na transmissão sexual, recomenda-se sexo seguro: relação monogâmica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de camisinha. É necessário observar que o uso da camisinha, apesar de proporcionar excelente proteção, não proporciona proteção absoluta (ruptura, perfuração, uso inadequado).
A maneira mais segura de se evitar o contágio pelo vírus HIV é fazer sexo monogâmico, com parceiro(a) que fez exames e você saiba que não está infectado(a). Não há vacina efetiva para a prevenção da infecção pelo HIV.
2- Cancro Duro (Sífilis)
Doença infecto-contagiosa que acomete todo o organismo, e evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos que manifesta-se agudamente e períodos sem manifestações. Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso). De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita.
O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo da pessoa.
Sífilis primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode também ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas.
Sífilis secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas.
Sífilis latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas.
Sífilis adquirida tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase.
Sífilis congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mês da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança. Complicações/Consequências: Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis Cardiovascular.
A transmissão é através da relação sexual (vaginal, anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.
O período de incubação pode ser de1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas.
O diagnóstico é feito através de pesquisa direta do agente nas lesões. Exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS)
O tratamento é medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente.
A prevenção é através do uso da camisinha, que protege da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).
3- Cancro Mole
Ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o ânus e mais raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto, frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha).
Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária). Complicações/Consequências, não tem. Tratado adequadamente, tem cura completa.
A transmissão é através da relação sexual.O período de incubação é de 2 à 5 dias.
O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente em material colhido das lesões.
O tratamento é feito com antibiótico.
A prevenção é através do uso da camisinha, higienização genital antes e após o relacionamento sexual, escolha do(a) parceiro(a).
4- Candidíase
A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor na relação sexual) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas).
As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal (virilha).
No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio (balanopostite) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas. Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual. Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas... Complicações/Consequências são raras. Pode ocorrer disseminação sistêmica (especialmente em imunodeprimidos).
A transmissão ocorre pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, vagina e dejetos de doentes ou portadores. A transmissão da mãe para o recém-nascido (transmissão vertical) pode ocorrer durante o parto. A infecção, em geral, é primária na mulher, isto é, desenvolve-se em razão de fatores locais ou gerais que diminuem sua resistência imunológica.
O período de incubação é muito variável.
O diagnóstico é feito através de pesquisa do agente no material vaginal. O resultado deve ser correlacionado com a clínica.
O tratamento é feito através de medicamentos locais e/ou sistêmicos.
A prevenção é através da higienização adequada, evitar vestimentas muito justas, investigar e tratar doença(s) predisponente(s) uso da camisinha.
5- Condiloma acuminado/HPV
Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas).
Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na mulher.
Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente relacionado com o coito anal.
Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada (sem lentes especiais), mas na grande maioria das vezes a infecção é assintomática ou inaparente, sem nenhuma manifestação detectável pelo(a) paciente.
Complicações/Consequências: Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do pênis e também do ânus.
A transmissão é feita através do contato sexual íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o vírus pode ser transmitido.
O recém-nascido pode ser infectado pela mãe doente, durante o parto.
Pode ocorrer também, embora mais raramente, contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual: em banheiros, saunas, instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas etc. O período de incubação varia de semanas a anos. (Como não é conhecido o tempo que o virus pode permanecer no estado latente e quais os fatores que desencadeiam o aparecimento das lesões, não é possível estabelecer o intervalor mínimo entre a contaminação e o desenvolvimento das lesões, que pode ser de algumas semanas até anos ou décadas).
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico).
Eventualmente recorre-se a uma biópsia da lesão suspeita.
Os tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações etc) e visam somente a remoção das lesões (verrugas, condilomas e lesões do colo uterino). As recidivas (retorno das lesões) podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado. As lesões desaparecem espontaneamente.
Não existe ainda um medicamento que erradique o virus, mas a cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.
Já existem vacinas para proteção contra alguns tipos específicos do HPV, estando as mesmas indicadas para pessoas não contaminadas.
A prevenção é feita através da camisinha usada adequadamente, do início ao fim da relação, pode proporcionar alguma proteção. Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros, exame ginecológico anual para rastreio de doenças pré-invasivas do colo do útero, avaliação do(a) parceiro(a), abstinência sexual durante o tratamento.
Em 2006 foi aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a utilização da Vacina Quadrivalente produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme contra os tipos 6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a infecção. Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e 90% dos casos de verrugas genitais (tipos 6 e 11).
6- Donovanose
É causada pela Calymmatobacterium granulomatis, anaeróbico facultativo.
O período de incubação é de 8 a 30 dias, mais freqüente nas regiões tropicais.
Sua maior incidência é no sexo masculino, preferencialmente em homossexuais e indivíduos de baixas condições sócio-econômicas.
Na maioria dos casos, a lesão inicial se localiza no prepúcio, sulco balanoprepucial, vulva ou vagina. Geralmente indolor, inicia-se por pápulas que coalescem e ulceram. Pode avolumar-se dando origem às formas "nodular" e "elefantiásica".
O diagnóstico laboratorial é feito, principalmente, por exame direto - detecção de C. granulomatis em esfregaços corados pelo Giemsa ou procurando os corpúsculos de Donovan no interior do granuloma (método histopatológico).
7- Gonorréia
Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta (corrimento) pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher.
Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos). Complicações/Consequências: Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença inflamatória pélvica, infertilidade, epididimite, prostatite, pielonefrite, meningite, miocardite, gravidez ectópica, septicemia, infecção ocular, pneumonia, otite média do recém-nascido, artrite aguda, etc. Assim como a infecção por clamídia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.
A transmissão é através da relação sexual.
O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%.
O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmississão da doença.
O período de incubação pode ser de 2 a 10 dias.
O diagnóstico é feito através do exame das secreções coradas pelo Gram e/ou cultura do mesmo material.
O tratamento é através de antibióticos.
A prevenção é através do uso da camisinha e higiene após a relação.
8- Granuloma Inguinal
Doença bacteriana de evolução crônica que se caracteriza pelo aparecimento de lesões granulomatosas (grânulos, caroços), ulceradas (feridas), indolores e auto-inoculáveis. Tais lesões localizam-se na região genital, perianal e inguinal, podendo, ocorrer em outras regiões do organismo, inclusive órgãos internos.
Complicações/Consequências: Deformidades genitais, elefantíase, tumores.
A transmissão é usualmente através da relação sexual.
O período de incubação é variável. De 3 dias a 6 meses.
O diagnóstico é clínico com confirmação por exame histopatológico (biópsia).
O tratamento é sistêmico, através de antibióticos.
Tratamento local, eventualmente cirúrgico.
A prevenção é feita com o uso da camisinha e da higienização após a relação.
9- Hepatite B
Infecção das células hepáticas pelo HBV (Hepatitis B Virus) que se exterioriza por um espectro de síndromes que vão desde a infecção inaparente e subclínica até a rapidamente progressiva e fatal.
Os sintomas, quando presentes, são: falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, astenia, diarréia, dores articulares, icterícia (amarelamento da pele e mucosas) entre os mais comuns.
Complicações/Consequências: Hepatite crônica, Cirrose hepática, Câncer do fígado (Hepatocarcinoma), além de formas agudas severas com coma hepático e óbito.
A transmissão é através da solução de continuidade da pele e mucosas, relações sexuais, materiais ou instrumentos contaminados: Seringas, agulhas, perfuração de orelha, tatuagens, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos, procedimentos de manicure ou pedicure, transfusão de sangue e derivados.
Transmissão vertical: da mãe portadora para o recém-nascido, durante o parto (parto normal ou cesariana). O portador crônico pode ser infectante pelo resto da vida.
O período de incubação é de 30 à 180 dias (em média 75 dias).
O diagnóstico é feito através de exames realizados no sangue do paciente.
Não há medicamento para combater diretamente o agente da doença, tratam-se apenas os sintomas e as complicações.
A prevenção é feita através da vacina, obtida por engenharia genética, com grande eficácia no desenvolvimento de níveis protetores de anticorpos (3 doses). Recomenda-se os mesmos cuidados descritos na prevenção da AIDS, ou seja, sexo seguro e cuidados com a manipulação do sangue.
10- Herpes Simples Genital
Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local.
A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes.
O caráter recorrente da infecção é aleatório (não tem prazo certo) podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior.
As crises podem ser desencadeadas por fatores tais como stress emocional, exposição ao sol, febre, baixa da imunidade...
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual. Complicações/Consequências: Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto, infecções peri e neonatais, vulvite, vaginite, cervicite, ulcerações genitais, proctite, complicações neurológicas...
A transmissão é frequentemente pela relação sexual e através da mãe doente para o recém-nascido na hora do parto.
O período de incubação pode ser de 1 a 26 dias. Indeterminado se levar em conta a existência de portadores em estado de latência (sem manifestações) que podem, a qualquer momento, manifestar a doença.
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico).
A cultura e a biópsia são raramente utilizados.
Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença.
O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises.
Não está provado que a camisinha diminua a transmissão da doença.
Higienização genital antes e após o relacionamento sexual e a escolha do(a) parceiro(a) é recomendável.
11- Infecção por clamídia
Doença infecto-contagiosa dos órgãos genitais masculinos ou femininos.
Caracteriza-se pela presença (pode não ocorrer) de secreção (corrimento) uretral escassa, translúcida e geralmente matinal. Um ardor uretral ou vaginal pode ser a única manifestação. Raramente a secreção pode ser purulenta e abundante.
Se não tratada, pode permanecer durante anos contaminando as vias genitais dos pacientes. É importante saber que mesmo a pessoa assintomática (portadora da doença mas sem sintomas) pode transmiti-la.
Complicações/Consequências: Epididimite, proctite, salpingite e sua sequelas (infertilidade), conjuntivite de inclusão, otite média, tracoma, linfogranuloma venéreo, bartolinite, doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica...
É uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.
A transmissão é feita através da relação sexual. Fômites.
O período de incubação pode ser de 1-2 semanas à 1 mês ou mais.
O diagnóstico é através da pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.
O tratamento é feito através de antibiótico oral e local (na mulher).
A prevenção é feita com o uso camisinha. Higiene após a relação.
12- Infecção por gardnerella
A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria, temos um quadro que convencionou-se chamar de vaginose bacteriana. Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais.
Na vaginose, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal.
A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.
Foi detectada uma maior incidência da vaginose bacteriana em mulheres que tem múltiplos parceiros sexuais.
No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanopostite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral.
No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.
Flora Microbiana Normal: Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contato com germes (bactérias, virus, fungos) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, vagina, uretra, intestinos etc). Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo. Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez, uso de DIU, uso de duchas vaginais sem recomendação médica) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção.
Complicações/Consequências: Infertilidade, salpingite, endometrite, DIP, ruptura prematura de membranas, aborto, aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus. Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorréia, trichomoníase. Durante a gestação pode ser causa de prematuridade ou RN de baixo peso.
A transmissão é geralmente primária na mulher. Sexual no homem.
Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas.
Período de incubação pode ser de 2 a 21 dias.
O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente em material vaginal e/ou uretral. A interpretação do resultado deve ser associado à clínica.
O tratamento é medicamentoso: Metronidazol, Clindamicina. Pode haver cura expontânea da doença. Para prevenir é preciso o uso da camisinha, evitar duchas vaginais, exceto sob recomendação médica, limitar número de parceiros sexuais, controles ginecológicos periódicos.
13- Infecção por trichomonas
Doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e da mulher.
No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada), podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.
É uma das principais causas de vaginite, vulvovaginite e cervicite (infecção do colo do útero) da mulher adulta podendo porém, cursar com pouca ou nenhuma manifestação clínica. Quando presente, manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor característico.
Não é incomum também ocorrer irritação na região genital bem como sintomas miccionais que podem simular uma cistite (dor ao urinar e micções frequentes).
Complicações/Consequências: Prematuridade, baixo peso ao nascer, ruptura prematura de bolsa.
A transmissão é principalmente através da relação sexual. A mulher pode ser infectada tanto por parceiros do sexo masculino quanto do sexo feminino (por contato genital). O homem por parceiras do sexo feminino.
É importante considerar aqui que mesmo a pessoa portadora da doença, mas sem sintomas, pode transmitir a infecção. Fômites.
O período de incubação pode ser de 10 a 30 dias, em média.
O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.
O tratamento é quimioterápico. O tratamento pode ser oral e local (na mulher).
Para prevenir é preciso usar camisinha, tratamento simultâneo do(a) parceiro(a).
14- Infecção por ureaplasma
Doença infecto-contagiosa dos órgãos genitais e urinários masculinos ou femininos. Caracteriza-se pela presença (pode não ocorrer) de secreção (corrimento) uretral escassa, translúcida e geralmente matinal. Um ardor uretral ou vaginal pode ser a única manifestação. Quando não tratada, pode permanecer durante anos contaminando as vias genitais dos pacientes.
É importante saber que mesmo a pessoa assintomática pode transmiti-la.
Complicações/Consequências: Corioamnioite, baixo peso ao nascer.
A transmissão é através da relação sexual. Eventualmente através de fômites.
O período de incubação pode ser de 10 à 60 dias.
O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.
O tratamento é feito com antibiótico oral.
15- Linfogranuloma Venéreo
O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento expontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.
Complicações/Consequências: Elefantíase do pênis, escroto, vulva, proctite (inflamação do reto) crônica, estreitamento do reto.
A relação sexual é a via mais frequente de transmissão. O reto de pessoas cronicamente infectada é reservatório de infecção.
O período de incubação é de 7 a 60 dias.
Em geral o diagnóstico é feito com base nas manifestações clínicas (íngua, elefantíase genital, estenose uretral etc) sendo ocasional a necessidade de comprovação laboratorial (teste de fixação de complemento, cultura, biópsia...).
O tratamento é sistêmico, através de antibióticos, aspiração do bubão inguinal, tratamento das fístulas.
A prevenção é através do uso da camisinha e da higienização após a relação.
16- Molusco Contagioso
Doença da pele que se caracteriza pela produção de pápulas (elevações da pele) umbelicadas (com uma depressão central), de cor que varia do branco peroláceo (translúcido) ao rosa, em geral com 2 a 6 milímetros de diâmetro e com base (local de implantação) levemente hiperemiada (avermelhada).
São comumente múltiplas principalmente por serem auto-inoculáveis.
As lesões são levemente pruriginosas (produzem coceira) e localizam-se em qualquer região da pele (face, tronco e áreas expostas das extremidades) e, mais raramente, nas mucosas. Podem ocorrer em qualquer idade mas são mais comuns em crianças de 0 a 12 anos.
Complicações/Consequências: Doença de evolução benigna. Em geral há cura sem sequelas.
A transmissão é através do contato direto com pessoas infectadas, através também de toalhas, vestimentas, piscinas. Em adolescentes e adultos a localização das lesões na região anogenital sugere transmissão sexual.
O período de incubação pode ser de 2 semanas a 3 meses após a contaminação.
O diagnóstico é clínico. Raramente por meio de biópsia.
O tratamento de escolha é a remoção das lesões por curetagem (realizada por médico). Também ocorre involução espontânea das lesões, sem deixar sequelas, após 6 meses a 2 anos do seu início.
A maneira de prevenir é evitar contato físico com pessoas infectadas.
17- Pediculose do púbis
Infestação da região pubiana causadas por um inseto do grupo dos piolhos e cuja única manifestação é o intenso prurido que causa. Por contiguidade pode acometer também os pelos da região do baixo abdome, ânus e coxas. Eventualmente acometem as sombrancelhas e cílios (por auto-inoculação). Os piolhos machos medem cerca de 1 milímetro e as femeas, maiores, 1,5 milímetros, sendo que seus ovos (lêndeas), medem em torno de 2 milímetros.
O prurido (coceira) determinado pela parasitose é causado pela saliva do inseto, liberada ao sugar o sangue do hospedeiro.
A transmissão é feita principalmente pelo contato sexual com pessoa infestada, podendo ocorrer também através do uso comum de vestimentas, toalhas, vasos sanitários...
O diagnóstico é essencialmente clínico. Com o auxílio de uma lupa pode-se confirmar a presença dos ácaros ou de seus ovos.
O tratamento é feito no local, com bons resultados.
18- Tricomaníase
É uma doença sexualmente transmissível, causada pelo parasita protozoário unicelular Trichomonas vaginalis. O T. vaginalis é um protozoário oval ou piriforme, anaeróbio facultativo, flagelado, e que possui movimento contínuo característico.
É responsável por cerca de 10 a 15% dos corrimentos genitais infecciosos.
O T. vaginalis infecta principalmente o epitélio escamoso do sistema genital.
Nas mulheres, a doença pode começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada e odor desagradável, proveniente da vagina; este corrimento típico, contudo, ocorre em apenas cerca de 20% das pacientes. Nas demais, a referida secreção é apenas ligeira ou ausente. A vulva (os órgãos genitais femininos externos) pode estar irritada e dolorida, e é possível que a relação também cause dor, devido à vaginite. Nos casos graves, a vulva e a pele que a rodeia inflamam-se, bem como os grandes e pequenos lábios. Outros sintomas são dor ao urinar (disúria) ou um aumento na frequência das micções (polaciúria), que se assemelham aos de uma infecção do trato urinário baixo. Ao exame, o cérvice uterino apresenta um aspecto de colpis macularis (descrito como aspecto de morango ou framboesa). Dor abdominal pode ser indicativa de infecção do trato urogenital superior. Citologicamente, displasia e metaplasia do tecido cervical podem ser induzidas pelo parasita.
Nas infecções crônicas, os sintomas são discretos e o corrimento vaginal, pouco intenso; estas formas são de grande importância na propagação da doença.
Os homens não manifestam habitualmente sintomas, mas podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra, espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar (disúria) e polaciúria (estado agudo).
Os referidos sintomas costumam ter lugar principalmente de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma ligeira irritação e por vezes aparece umidade no orifício do pênis. Pode também se manifestar como doença sintomática leve e clinicamente indistinguível de outras causas de uretrites.
Disúria, uretrite ou contaminação por bactérias oportunistas são ocorrência comum em ambos os sexos.
Complicações: Estudos demonstraram que o T. vaginalis favorece a transmissão do HIV, tanto pelas lesões e sangramento de mucosa que produz, como pela estimulação de reação inflamatória, atraindo para o local infiltração de leucócitos, inclusive Linfócitos T CD4+ e macrófagos (células alvo do HIV). Além disso, está associado a bebês de baixo peso e nascimentos prematuros em mulheres infectadas. Predispõe mulheres à Doença Inflamatória Pélvica, câncer de cévix uterino e infertilidade. Já foi descrita a sua associação com ruptura prematura de membrama amniótica, endometrite pós-parto, adesão e oclusão tubária (levando à infertilidade) e até feto natimorto e morte neonatal.
No homem, a infecção do epidídimo, que causa dor testicular, é possível. A próstata também pode infectar-se, mas o papel do T. vaginalis na patogenia das prostatites não é muito claro. Pode resultar infertilidade.
No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. No caso dos homens, é necessária a coleta de secreção uretral por meio de Zaragatoa ou alça de platina, preferencialmente pela manhã, quando a secreção é mais abundante. A massagem prostática pode auxiliar na sua detecção. O material deve ser analisado imediatamente. Concomitantemente, devem ser efetuadas análises para outras doenças de transmissão sexual, cujo risco de contágio acompanha o da tricomoníase (como Sífilis, HIV, Gonorréia e Hepatite B).
Em ambos os sexos, pode fazer-se também o diagnóstico através da coleta de urina de primeiro jato, a qual é imediatamente concentrada por meio de centrifugação, e analisada em preparações a fresco à microscopia óptica (o parasita tem aspecto e motilidade característicos) ou em preparações coradas.
O tratamento necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
O tratamento, que é específico e eficiente, pode ser realizado com os quimioterápicos nitroimidazólicos metronidazol ou tinidazol, administrados em dose oral única. Na gestação, até o primeiro trimestre, não é recomendado o uso dos nitroimidazólicos devido a seu potencial mutagênico e carcinogênico observado em animais (não comprovado em humanos aconselha-se o uso de clotrimazol tópico, de eficácia moderada (cura em 40-60% dos casos), por ser inócuo ao feto. Na nutriz, recomenda-se a suspensão da amamentação durante o tratamento. Efeitos colaterais (incomuns) podem incluir cefaléia, náusea, boca seca, e gosto metálico; muito raramente, efeitos no Sistema Nervoso podem ocorrer, incluindo encefalopatia, convulsões, perda de coordenação motora e ataxia. Efeitos alérgicos também são possíveis. O consumo de álcool deve ser evitado, pois sua associação pode resultar em efeitos colaterais importantes. Também devem ser evitados os anticoagulantes orais.
Todos os parceiros sexuais devem ser simultaneamente tratados, de maneira a se evitar a re-infecção. Pelo menos até que se tenha a certeza de cura, os pacientes devem utilizar preservativos em todas as relações sexuais.
A doença não confere imunidade permanente, portanto a reinfecção é possível e deve ser diferenciada da falha terapêutica. A resistência aos imidazólicos é possível, porém é usualmente dose-dependente, bastanto-se o retratamento com uma dose maior e/ou mais prolongada.
Evita-se a transmissão do parasita causador da doença praticando o sexo seguro, ou seja, pela adequada higiene genital, diminuindo-se o número de parceiros sexuais e usando-se preservativos. Tanto o preservativo masculino quanto o feminino provaram-se eficazes em reduzir as chances de contaminação.
19- Uretrites
É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina. Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.
As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.
As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis, que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando gonorréia e sífilis dominavam o cenário das DST. Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica é a causada pelo gonococo e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes: clamidia, micoplasma e ureaplasma. A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença.
Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.
Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.
Faça sexo com segurança e se previna dessas doenças!